Decidi não escrever-te qualquer carta. A custo acendo a pobre sombra de um poema sobre a memória frágil do teu rosto.
De mim não carecem as notícias tomar-me, o elemento sono da lua é tudo o que preciso para te deixar um leve rastro cicatrizado na terra insensata das palavras.
Tu sabes por experiência alheia que nunca te escreveria carta alguma, bem podes de antemão esperar que o carteiro não te bata à porta, lendo um poema de Pablo Neruda