
Não te sonhei assim. Caprichoso. Esbatido. Olhando os que te cercam quais salpicos
caricatos. Sem história. Sem rasto.
Se o génio da lâmpada existisse, pedir-lhe-ia que completasse, fenda a fenda, o teu coração. Com mel. Com ternura que nunca se cala. Com a genuína emoção de um violoncelo soando como uma lágrima.
Poderias, então, entrar no coração dos outros. Entrar no meu coração. Cheio da serena certeza de que quem dá, sempre colhe.
A.R . |